A pequena Amélie Poulain examina seu amigo imaginário.
Há dias em que posso estar rodeada de várias pessoas, em casa, no trabalho, não importa, mas sinto-me extremamente só. Cada um tem sua vida, seus problemas, cada um tem suas preocupações, coisas a resolver e não quero ficar enchendo ninguém com minhas viagens psicóticas, neuras e otras cositas màs. Tenho um jeito muito particular de ser e nem sempre, ou quase nunca é entendido pelas pessoas. Como vivemos na sociedade dos rótulos, para uns sou discreta, para outros, fechada, estranha, enfim, a dimensão de cada adjetivo varia de acordo com o grau de relevância ou do interesse que tenho na vida  de cada pessoa.
Sinto falta de compartilhar o silêncio. O momento do mergulho interno, de repôr energias, de colar os pedaços e fortalecer. Mas é tão bom olhar para o lado e saber que não estou só. Que existe alguém que sabe ao menos entender isso, sem sequer precisar trocar uma só palavra. Com um olhar, um movimento com a cabeça, com um sorriso ou com a falta dele poder dizer tudo.
Hoje, preciso mergulhar num lago que está congelado, cuja abertura ora abre uma fenda, ora fecha. Minha energia está acabando e não há ninguém, absolutamente ninguém para acompanhar meu pequeno salto. Falo do compartilhador do silêncio, que me deixou só… porque o destino assim quis.
Vejo-me novamente transformando-me numa menina que busca seus monstros para lhe fazer companhia. Que assim seja!
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