Hoje, voltando do sítio, dentro do carro à 20km/h sob uma tempestade que tornou a estrada num cenário de filme Hitchcock, voltei no tempo. Como num sonho dentro de outro sonho (bem à la “Origem”) remomerei dois momentos vividos, distintos em tempo, mas interligados pelo conteúdo. O fio condutor foi uma música do Skank, escrita para Ouro Preto, cuja letra segue abaixo. Quanto às minhas lembranças, são as mais lindas, as mais profundas e tristes…
 As Noites
As ruas desse lugar
Conhecem bem
As noites longas, as noites pálidas
Quando eu te procurava
As casas desse lugar
Se lembrarão
Do nosso abraço, da sombra insólita
Espelho azul no chão

As ruas desse lugar
Agora eu sei
Sempre escutaram a nossa música
Quando eu te respirava

As pedras municipais
Se impregnaram
Da dupla imagem, da dupla solidão
A sombra ali no chão

E lá no céu constelações
Num arranjo inusitado
O seu nome desenhado
Pelo menos tinha essa ilusão

E lá no céu os astros
Num arranjo surpreendente
Se buscavam como a gente
Pelo menos tinha essa ilusão

São milhares de estrelas
Singulares letras vivas no céu

One thought to “As Noites”

  • Etienne

    Pois é.. Chuva nem sempre é presságuio para um mal dia. Não, com certeza não. As vezes essas água que muits vezes tornam o dia cinzento e frio, também serve pra colorir nossas almas com pensamentos bons, e com certeza manter nossos corações aquecidos pelas boas lembranças.

    Responder

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