Morte, ei morte!
Tira o cajado do meu peito!
Ainda não te quero,
olha pra mim, ainda é cedo.
Morte, sai de perto!
Sua ampulheta velha,
vista à minha maneira
não marcou
meu tempo certo.
Sou ser imperfeito,
sou humano, da vida
quero muito mais;
tenho esse direito.
Poder ver a vida e o mundo
com o meu olhar estreito.
Tenho muito a aprender,
e talvez a ensinar sem jeito.
Porque só agora,
quando é chegada a minha hora,
que percebi que a vida
só é completa,
com todos os seus defeitos.
 (Viver cada dia como se fosse o último… assim que deve ser?)
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