Lamentável descobrir as coisas sem mesmo procurá-las. Os dias passam, ficamos mais experientes, mais maduros e talvez por isso, colocamos nosso olhar de uma maneira diferente sobre a vida. Talvez, por saber que não temos tanto tempo para viver tudo e que temos que aprender com a experiência dos outros e com isso, aprendemos também a ouvir. Essa escuta aumenta nossa percepção sobre as pessoas, sobre nós mesmos e sobre como a vida reage diante de nossos atos. E aí, entram os deja vús. 
Aquela estranha sensação de ter visto ou vivenciado uma situação ou cena antes. Uns chamam de mistérios do universo e eu, assim como no filme, chamo de falha na Matrix. Só o ser humano comete a mesma burrice duas, três, dez vezes.  O nosso problema (nosso, dos humanóides) é achar que entrar e sair da Matrix é o mesmo que ir ao banheiro. Não se pode ter dois pesos e duas medidas quando se trata de tema de tal seriedade. A não ser que você seja como Anthony Parkins em Psicose e tenha dupla personalidade, aí, tudo bem!
Pílula vermelha (Matrix) / Pílula azul (de volta à realidade)  
Mas as pílulas azul e a vermelha não são jujubas que se compram em qualquer loja de doce. São escolhas de postura, de personalidade e caráter. São uma metáfora sobre qual sua/minha posição em relação a vida e se sou capaz de sustentar isso diante do mundo. 
É triste ver homens agindo como ratos e ratos agindo como vermes. Não se pode tomar tudo ao mesmo tempo agora. A escolha é necessária. Ir para o céu é bom, mas tem que morrer primeiro.

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