Carrego a seguinte máxima comigo: telefone quando toca após a meia-noite, se não for engano, é notícia ruim. Falo por experiência própria. Principalmente quando a chamada vem do telefone fixo. Pode apostar que a coisa é séria. E ontem não foi diferente. O aparelho tocou e a ligação era pra mim. Meu irmão com a voz triste avisava que um amigo nosso, amigo de infância havia acabado de falecer. Aos 52 anos, um AVC tirou-lhe a vida da forma mais estúpida. A ficha não caiu. Hã? Como assim? De repente, aquele filme inteiro da nossa infância no Jaraguá passa pela cabeça e o peito dói. 
Dói por pensar na família linda e tão amada que terá que assimilar um golpe tão duro da vida. Dói por pensar no amigo que abruptamente foi levado no auge da sua história de vida, deixando um caminho inteiro ainda a percorrer, inacabado.  Meu Deus, como é difícil dizer qualquer coisa numa hora dessas.
Hoje, enquanto a cidade festeja a classificação do Brasil para as quartas de final da copa do mundo, só consigo pensar na Dona Marli, na Circlaine, no Bedeu, Cimara e na Cláusia. A rua João Martins, que tantas vezes pintamos de verde amarelo e enfeitamos em tantas Copas, hoje está quieta. Não haverá comemoração, porque não há espaço pra isso.
Que consigamos canalizar nossas energias para tentar aliviar o coração de todos que sentirão falta desse amigo que virou estrela. Descanse em paz Bigo.

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