`”… às vezes o que é lindo aos olhos, pode ser podre ao coração…”

Quanto tempo eu perdi?
Quantas vezes me prendi?
Quantas horas já morreram,
já passaram, que eu sofri,
que me mataram?
Sempre na hora.
Na hora H,
ou mesmo fora de hora.
Os novos tempos, ou os de outrora,
Já foram embora.
Talvez agora, lá fora,
junto ao tempo da saudade,
ou do esquecimento, velhos tempos.
Junto ao muro da velhice,
é o tempo.
Talvez quem sabe o momento,
O vento, o pensamento,
O tempo, o tempo.
Implacável, não me espera
(Electra N. Barbabela in A Metade Negra)

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